Ed Motta

Cantor, compositor, multi-instrumentista, arranjador e produtor de trânsito internacional, Ed Motta despontou em fins dos anos 80 através de um projeto que foi sensação instantânea no circuito carioca de shows, o “Conexão Japeri”. No grupo apresentou canções como "Manuel", "Vamos dançar", "Baixo Rio" e "Um love". Sucessos marcados por exuberante musicalidade e que introduziam fortes componentes do soul e do funk ao pop-rock que então vigorava no Brasil. Logo ficou patente que, aos 16 anos, Ed Motta chegara para ficar.

Em seu estilo, sem abrir da veia funk-soul, tritura influências que vão do jazz à canção brasileira, das trilhas sonoras de Hollywood ao rock, da música clássica aos standards americanos, da bossa nova ao reggae. O resultado desse amalgama de referências já é reconhecido no mundo todo, confirmado nas turnês que nos últimos anos rodaram a Europa, o Japão, os Estados Unidos e a América do Sul.

Eduardo Motta cresceu rodeado por música. Sobrinho do criador de um soul com sotaque brasileiro e carioca, o cantor e compositor Tim Maia. O gatilho para que a natural paixão pela música virasse uma obsessão foi mesmo o blues-rock britânico: Thin Lizzy, Humble Pie, Led Zeppelin, Free, Rory Gallagher. Obsessão que o levou aceitar o convite de um vizinho e assumir o posto de cantor do grupo hard rock Kabbalah.

Perto de esgotar o catálogo de blues e rock e seus derivados, ao ouvir "Blow by blow", Ed percebeu que o que o guitarrista inglês Jeff Beck fazia era beber dos mesmos soul e funk que ouvira em sua infância. Começa aí, em meados dos anos 80, a nascer o Ed Motta que se consagrou no disco e grupo Conexão Japeri. Puxado nas rádios por três grandes sucessos, "Manuel", "Baixo Rio" e "Vamos dançar", músicas que até hoje são obrigatórias em seus shows. O trabalho seguinte nos estúdios, "Um contrato com Deus" (Warner, 1990), já creditado ao cantor e compositor, confirmava que a carreira solo era uma sequência natural. O próximo passo foi mais radical ainda. "Entre e ouça", lançado em 1992, era um profundo mergulho nas recentes descobertas de Ed Motta, apontando para um jazz pop de sofisticadas harmonizações e irresistível suingue.

Encerrou o contrato com a Warner com o lançamento, em fins de 1993, do disco "Ao vivo", registro de um show que fizera três anos antes. Durante boa parte de 1994, viveu em Nova York, onde, paradoxalmente, Ed descobriu a força e a beleza da música brasileira, mergulhando na obra de Tom Jobim, Edu Lobo, Chico Buarque, Guinga.

De volta ao Brasil, Ed experimentou de tudo um pouco. Compôs e gravou com Aldir Blanc, no disco "50 anos"; fez as trilhas do curta de animação "Ninó" (direção de Flávia Alfinito), premiada no Festival de Cinema de Vitória, do curta "Famine' (de Patrícia Alves Dias); e também compôs e gravou comerciais para a TV.

Em 1996, com a trilha para o longa-metragem "Pequeno dicionário amoroso" (direção de Sandra Werneck), Ed mostrou que começava a chegar à síntese entre ambição artística e sucesso comercial. O disco, editado pela BMG, confirma as influências da MPB (da bossa nova ao choro) e do jazz. O sucesso nas rádios da canção-tema do filme, "Falso milagre do amor”. Ed também cantou em Londres, Buenos Aires, Nova York, Boston, Miami, Roma e Paris.

Contratado pela Universal, Ed lançou em 1997 "Manual prático para festas, bailes e afins, Vol. 1", disco no qual dividiu a produção com Liminha. Com esse trabalho, provou que é possível fazer música pop e comercial de qualidade.

Disco lançado, sucesso de vendas e nas rádios, Ed rodou o Brasil e também se apresentou na Europa e nos EUA (incluindo um show com o vibrafonista e cantor Roy Ayers, no Summer Stage do Central Park, em Nova York). Em 1999, Ed fez uma turnê costa a costa dos EUA com Ivan Lins, sendo que o show do Carnegie Hall, em Nova York, contou com a participação da cantora Chaka Khan e do baixista Will Lee. Também neste ano, participou do disco do Mondo Grosso, do compositor e produtor japonês Shinichi Osawa. Paralelamente à turnê, achou tempo para compor e gravar nos trilhas para o cinema, como o do média-metragem "De janela pro cinema" (direção de Quiá Rodrigues), premiado nos festivais de Vitória, Maranhão e Recife.

Lançado em 2000, "As segundas intenções do 'Manual prático'" avançava mais nos dados lançados até então.

Lançado em 2001, "Dwitza" (Universal) era antigo projeto de Ed, que sempre sonhara com um disco instrumental. Daí o título, uma palavra por ele inventada de sotaque internacional. Paralelamente a "Dwitza", Ed Motta produziu ao lado de Nelson Motta a trilha sonora do longa-metragem "A partilha", filme dirigido por Daniel Filho. No CD com a trilha, lançado pela Universal em 2001, estão canções da dupla Motta & Motta como "Tardes de verão", "Risos na noite" e "Apaixonada", interpretadas e arranjadas por Ed.

Entre 2001 e 2003, lança "Poptical", disco de estréia na gravadora Trama, a carreira internacional de Ed decolou de vez. Nesses dois anos fez o circuito completo dos clubes Blue Note do Japão e esteve várias vezes na Europa. Em meio às viagens, gravou com o Incognito, dividindo a parceria com Jean-Paul "Bluey" Maunick e gravou com nomes do movimento West London, como Nature's Plan (4 Hero) e Alex Attias.

Em "Poptical", mais uma palavra inventada de sonoridade e sentido universais. O sucesso de "Tem espaço na van" (com letra de Seu Jorge), disco funk que foi o primeiro single do álbum, mostrou que a sintonia de Ed com o público brasileiro continuava alta. Desde o seu lançamento, Ed Motta tem se apresentado pelo Brasil e por diversos países do mundo com "Poptical", show que também serviu de base para seu primeiro DVD.

Música, sempre aberta a inovações e a surpresas, é o que move Ed Motta.

Além disso, em 2007, Ed compôs arranjos especialmente para "7 - O Musical", da famosa dupla de diretores de musicais, Charles Moeller e Claudio Botelho. O musical teve estrondoso sucesso em São Paulo e no Rio de Janeiro.

Em 2012, Ed Motta foi auxiliar da jurada Claudia Leitte na segunda etapa do reality show da Rede Globo "The Voice Brasil". Em 2013, lança o álbum independente AOR11.


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